ORIGENS DAS FORMAÇÕES SOCIAIS LATINO-AMERICANAS: NOTAS O presente trabalho pretende discutir a gênese e evolução das formações sociais latino-americanas durante o período colonial, procurando demonstrar que elas foram, desde as suas origens, determinadas por impulsos externos que atuaram sobre as forças produtivas internas, razão pela qual as interpretações voltadas apenas para a consideração de seu caráter dependentista ou exógeno revelam-se insuficientes para explicar a sua evolução. Este entendimento apóia-se numa perspectiva analítica que adota como fundamento teórico-metodológico o paradigma de formação sócio-espacial (SANTOS, 1982), associado à teoria da dualidade básica (RANGEL, 1953) e à consideração da “múltiplas determinações” (MARX, 1978) responsáveis pelas formações latino-americanas desde os seus primórdios.Assim sendo, dentre os aspectos definidores dessas formações, há que se considerar tanto os fatores externos quanto os internos responsáveis pela configuração sócio-espacial dos futuros países da América Latina, onde a economia e a sociedade começam a se organizar voltadas para fora, atendendo aos interesses mercantis europeus, partindo, porém, de bases naturais e humanas distintas. Tal fato, longe de representar uma simplificação determinista, implica no reconhecimento do peso de uma realidade vital contida no espaço do Novo Mundo que vai, num primeiro momento, condicionar as feições particulares que o empreendimento colonial assume no Brasil, no México, no Peru e até mesmo na Nova Inglaterra. As condições naturais e humanas encontradas no continente americano constituíram, pois, fator fundamental no processo de conquista e colonização, definindo rumos distintos na organização e apropriação dos territórios que corresponderiam mais tarde ao Brasil e às nações hispano-americanas. A geografia do território conquistado, isto é, a distribuição e a associação no espaço americano dos vários elementos naturais e humanos — combinada às determinações ditadas pelos povos conquistadores — será responsável pela gênese e evolução das formações coloniais. Ou seja, as formações econômico-sociais latino-americanas são realidades concretas, plasmadas histórica e geograficamente, resultantes de variadas combinações (CHOLLEY, 1964) de elementos naturais e humanos que se diferenciam tanto espacial quanto historicamente, razão pela qual devem ser apreendidos em seus distintos processos naturais e históricos, inseridos na conjuntura do início do século XVI, em que começa a se desenhar um espaço mundializado. As distinções entre o Brasil e os países vizinhos, apesar das raízes ibéricas comuns, já podem ser percebidas, então, desde a época do descobrimento, tanto no que diz respeito à configuração interna própria como na política colonial a ser implementada pelas duas metrópoles (Portugal e Espanha), possuidoras, cada uma delas, também de características particulares. Nas colônias hispano-americanas as condições são distintas, quer do ponto de vista da população ameríndia, quer do quadro natural. Assim, diante das características próprias do imenso território colonial (extensão,características climáticas,configuração do relevo,cobertura vegetal, hidrografia, densidade demográfica associada ao nomadismo e semi-nomadismo das populações autóctones) serão implementadas relações de produção compatíveis com as forças produtivas coloniais e, ao mesmo tempo, capazes de satisfazer os interesses das metrópoles. Este processo, que se estende do século XVI ao XIX, tem profundos vínculos com as particularidades naturais e humanas e também com a dinâmica econômica interna articulada aos interesses das Coroas ibéricas. A trajetória histórica iniciada com o descobrimento foi forjada a partir de condições específicas (forças produtivas) mais ou menos favoráveis ao estabelecimento de diferentes relações de produção. O caráter complementar e periférico da economia colonial, voltada aos interesses das metrópoles ibéricas, inseria-se no contexto europeu da época quando, nas fendas do feudalismo, começam a surgir novas relações de produção que darão origem ao capitalismo. O processo de independência das nações ibero-americanas, portanto, tem início quando o desenvolvimento econômico europeu assinala a transição para o capitalismo industrial que faz da Inglaterra a maior potência mundial. Abre-se uma nova era na qual o capital comercial perde a supremacia para o capitalismo industrial inglês, cujo advento promove a intensificação das relações centro-periferia e provoca uma nova divisão internacional do trabalho. Apesar de manterem uma determinada autonomia, as colônias latino-americanas tornam-se independentes no período recessivo do primeiro ciclo longo, numa demonstração de que as formações sociais periféricas reagem ativamente às flutuações econômicas emanadas do centro dinâmico da economia mundial.
Palabras clave: Formação sócio-espacial, Combinações geográficas, colônias latino-americanas,
| Oral | 1.1_ Cambios políticos, proyectos de país y reestructuración geográfica
Geo-grafando: os múltiplos protagonistas na América Latina em Transformação
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Lorena Rangel Pontes 1(*); Julia Vilela Caminha 2; Carlos Walter Porto Gonçalves 3
1 - Universidade Federal Fluminense (UFF); bolsista CNPq-PIBIC | (*) Brasil
A América Latina está, desde os inícios dos anos 1990, diante de transformações intensas: ascensão de governos de centro-esquerda, reformulação das políticas neoliberais, surgimento/fortalecimento de movimentos sociais. Partimos de pressuposto teórico que as transformações sociais são, ao mesmo tempo, transformações na ordem espacial e é neste contexto de transformações sociais que está focado o nosso trabalho. Isto significa que no campo específico de uma das Ciências Sociais, a Geografia, procuramos deslocar o interesse dos estudos geográficos do Estado e do Espaço Geográfico para a sociedade e seus sujeitos e processos instituintes. Para isso, consideramos esses sujeitos e processos situando-os geograficamente e examinando os conflitos sociais e suas reconfigurações na América Latina, através da análise dos sujeitos que os protagonizam e de suas principais reivindicações. Os movimentos sociais adquirem nesse contexto teórico um lugar de altíssima relevância por trazerem à luz, com sua própria existência, não só as contradições inscritas no espaço-tempo como, também, os possíveis inscritos nessa própria realidade. Afinal, a realidade é constituída não só pelo que é, mas, também, pelo que pode ser e, por alguma razão, está impedido de ser. Nesse sentido, o estudo dos movimentos sociais ganha relevância sendo que os movimentos sociais indicam uma recusa, por parte daqueles que o constituem, do lugar que uma determinada ordem social os colocou. Sendo assim, todo movimento social é portador, em algum grau, de uma nova ordem que, como tal, pressupõe novas posições, novas relações, sempre socialmente instituídas, entre lugares. É por isso que o pensamento conservador, isto é, aquele que quer conservar a ordem social, chama aos movimentos sociais de desordeiros, procurando assimilar a contestação da ordem que querem manter à desordem. Procura-se, assim, desenvolver estratégias discursivas de criminalização dos que contestam a ordem como se só houvesse uma ordem possível – a sua. Todo aquele que se sente oprimido ou explorado diz querer mais espaço - as mulheres querem mais espaço; os negros querem mais espaço; os sem-terra ocupam, isto é, se co-locam; os indígenas querem demarcar seus territórios; os desempregados reinventam as lutas sociais bloqueando estradas, bloqueando a circulação. Enfim, os diferentes movimentos sociais re-significam o espaço e, assim, com novos signos grafam a terra, geografam, reinventando a sociedade. A Geografia, deste modo, de substantivo se transforma em verbo – ato de marcar a terra. Eis, portanto, a importância de uma teoria geográfica dos movimentos sociais construída em íntimo contato com a empiria e com os próprios protagonistas e suas lutas. Eis algumas razões que consideramos relevantes, tanto no plano geográfico quanto no plano social, para o trabalho que ora apresentamos ao EGAL. Embora consideremos que existam condições objetivas de miséria, desigualdade, tirania, violência, arbitrariedades, contra o que pessoas/grupos sociais se organizam para lutar, se indignar e se rebelar, essas condições não são suficientes para que existam movimentos sociais. É necessário que exista, sim, o interesse dessas pessoas em mudar tais condições. Enfim, é necessário um protagonismo social. Protagonista é aquele que busca se colocar como principal sujeito de uma ação, tal como se entende no teatro. Sendo o protagonismo social uma ação de um grupo, classe ou segmento da sociedade que toma a iniciativa, principia uma ação que, assim, se constitui num fato político por excelência. O protagonismo social significa que as pessoas constroem estratégias de ação coletiva para se colocarem como sujeitos políticos efetivos, ampliando os limites da democracia representativa e, principalmente, colocando-se como portadores de novos direitos políticos, culturais, econômicos, estéticos, sexuais. O protagonismo social implica um complexo processo de construção social de identidades coletivas que compartilhando elementos dão consistência interna a um grupo ou classe social, permitindo que se crie um vínculo orgânico entre seus membros que, na condição de um sujeito social coletivo, vai defender seus interesses e expressar suas vontades. Implica também a construção de um imaginário social, uma subjetividade, formas de organização, manifestação, possibilidades concretas de organização, margem política e econômica de manobra e por fim, o interesse em superar/afirmar determinada condição social. Para compreender melhor os conflitos/movimentos sociais/protagonistas que são o foco de nosso trabalho consideraremos a formação socioespacial da América Latina e os contextos regionais por ela conformados, com destaque para as dinâmicas agrárias e urbanas de onde emergem os diferentes movimentos sociais. Isso significa dizer que esses protagonistas lutam pelo reconhecimento e pela invenção de novos direitos que lhes permita viver de acordo com sua própria cultura, valores e normas, vale dizer, de forma autônoma. Cabe ressaltar que nosso trabalho foi desenvolvido a partir de dados da pesquisa Geografia dos Conflitos Sociais na América Latina e Caribe, realizada pelo Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades (LEMTO), em conjunto com a Universidad Autonoma de México e o Observatório Social da América Latina do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Osal-Clacso).
Palabras clave: conflito/movimento social, América Latina, protagonismo social, territorialidade,
| Oral | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
Geograficidad y territorialización de los procesos de institucionalización de una geografía latinoamericana. Experiencias y propuestas
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Juan Pablo Hernán Píccolo 1(*)
1 - Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires | (*) Argentina
Nos proponemos en el presente trabajo estudiar las experiencias de conformación de una geografía latinoamericana y la geograficidad que de sus prácticas se constituye. Para ello tenemos en cuenta tres grandes momentos geo-históricos que han estructurado -a nuestro entender- la disciplina al sur del Río Grande.En primer lugar, la constitución en 1928 del Instituto Panamericano de Geografía e Historia (IPGH), organismo especializado de la Organización de los Estados Americanos (OEA). La geografía reproducida en las tres revistas que atañen a nuestra disciplina, es decir, la Revista Geográfica, Cartográfica y Geofísica, se enmarca dentro de los institutos estatales nacionales cartográficos -con una fuerte influencia militar- y medio ambientales. Otro influencia es la geopolítica estadounidense que se refleja hasta la actualidad al excluir a Cuba de la OEA debido a que su adherencia al marxismo-leninismo es “incompatible con el sistema interamericano”, argumento esgrimido para sus suspensión.Un segundo período, que toma mayor fuerza a lo largo de la década del setenta, se caracteriza por una ruptura con una geografía conservadora, tradicionalista propia del período anterior. Si bien continua hasta el presente –el IPGH cumple 70 años en el 2008- su peso radica casi exclusivamente en la producción del saber cartográfico. Los mejores exponentes de esta geografía crítica regional fueron los Encuentros latinoamericanos de la Nueva Geografía, realizados el primero en Salto, Uruguay, en 1973 y el segundo en Neuquén, Argentina, en 1974. Con los cambios políticos que se llevaron a cabo en el Cono Sur mediante los golpes militares, esta semilla de una geografía latinoamericana no pudo brotar.Con la vuelta a la democracia a la región en la década de los ochenta y bajo el auspicio de la Universidad Estadual Paulista (UNESP) se realizaría el I Encuentro de geógrafos de América Latina (Egal) en 1987 en Aguas de San Pedro, Brasil. Desde esa fecha, cada dos años, se repetirían los Encuentros en distintas ciudades del continente. En esta tercera etapa también incluimos la formación de la Unión de Geógrafos de América Latina. A su vez, la difusión del internet permitió socializar nuevas propuestas mediante páginas web, foros, blogs, etc. Un ejemplo de ello es el sitio www.geoamerica.org. En estas tres etapas se pueden observar diferentes programas de una geografía latinoamericana, distintas y opuestas, pero que actúan paralelamente. Se utilizan los resúmenes, actas de los encuentros y simposios para poder estudiar el desarrollo de estas etapas. También entrevistas en profundidad con informantes calificados que fueron y son parte de las instituciones mencionadas. Sin embargo, esta es una investigación-acción participante, no se participa solamente en calidad de observador de los procesos descriptos, pues el estudio de estas experiencias se construye con el fin de proponer la conformación una comisión técnica inter-egales o simil que socialice la producción de cada uno de estos encuentros mediante un sitio web, semejante al que posee la Universidad de Barcelona en el sitio de geocrítica. Es decir, congeniar el trabajo en red entre los Egales, que permita seguir conectado a la producción geográfica latinoamericana, y socializar la producción disciplinar.
Palabras clave: geografía latinoamericana, Egales, Socialización del conocimiento,
12:00 a 13:00 Área 1 | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
| Oral | 1.1_ Cambios políticos, proyectos de país y reestructuración geográfica
Estructura productiva y territorio. El dinamismo de la industria metalmecánica en la Ciudad de Córdoba en la década del 2000
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Luciana Buffalo 1(*)
1 - Universidad Nacional de Cordoba | (*) Argentina
En un contexto internacional, marcado por la globalización de la economía capitalista con fuertes procesos de reestructuración productiva, el cambio de la política cambiaria en el año 2001 en Argentina implicó transformaciones en la matriz productiva de la ciudad de Córdoba. La actividad industrial ha estructurado la historia económica de la ciudad y, particularmente la metalmecánica ha tenido y tiene fuertes incidencias en la configuración del territorio. La nueva realidad post devaluación configuró un nuevo escenario en el que se mantienen estructuras heredadas del período anterior, con fuertes restricciones asociadas a la desindustrialización de los 90’, al mismo tiempo que la apertura externa post devaluación, plantea una reestructuración productiva con un fuerte dinamismo del sector industrial.Los cambios en el contexto económico y político de país a fines del 2001 impactaron en la estructura económica y a diferentes escalas con un fuerte período de recesión post devaluación. La industria metalmecánica en la ciudad de Córdoba se vio sacudida y muchas empresas no pudieron adaptarse y desaparecieron. Otras, las que pudieron adaptarse, debieron reestructurarse interna y externamente. En el año 2007 se observa un reciente impulso hacia el sector automotriz que estaría redefiniendo nuevamente al sector metalmecánico con nuevas dinámicas territoriales. Así el territorio se configura en las relaciones e interrelaciones entre agentes, moldeando su estructura con fuertes impactos en la organización socio-espacial de la ciudad y su entorno.
A)ObjetivoEl presente trabajo tiene como objetivo demostrar la importancia del análisis de las relaciones intersectoriales en la estructura productiva y la implicancias territoriales, a través de la interpretación del dinamismo del sector industrial metalmecánico en la ciudad de Córdoba en la década del 2000. B) Métodos y Técnicas Para trabajar la trama de interacciones productivas a partir de la industria metalmecánica se identificaron indicadores que permiten visualizar cambios a nivel territorial: permanencia, emergencia y desaparición de sectores productivos así como las vinculaciones existentes entre ellos. Así es necesario inventariar los sectores y analizar su evolución en el periodo de trabajo; además de identificar los tipos de vinculaciones de la industria metalmecánica con otros sectores. La configuración territorial es la resultante de las acciones concretas derivadas de las variables anteriores. Así cobra importancia la localización/deslocalización de los agentes y los objetos vinculados a ellos, organización de la actividad sobre el territorio; esto es concentración y distribución de los objetos. Esta complejidad se ha decidido aprehenderla mediante la consulta a las siguientes fuentes de información:A- CENSOS INDUSTRIALES Y ECONÓMICOS En este caso el método a utilizar será el registro censal, la técnica, la concentración de información censal y el instrumento, la elaboración de cuadros de concentración.B- REGISTRO INDUSTRIAL de la Provincia de Córdoba (Secretaría de Industria y Comercio del gobierno de la provincia de Córdoba). El método a utilizar será la síntesis analítica-crítica, la técnica, la sistematización de análisis crítico, y el instrumento, la elaboración de fichas síntesis.C- ENTREVISTAS En este caso el método a utilizar será el muestreo selectivo de informantes claves: 1) agentes de las empresas: directivos y trabajadores de empresas metalmecánica, nuevas empresas de servicios asociadas al sector y cámaras empresariales; y 2) agentes locales no empresariales: funcionarios públicos de Municipalidad/Provincia y sindicatos del sector. A su vez la técnica a utilizar será la entrevista semiestructurada y el instrumento, la elaboración de una guía de entrevista tentativa. C) Principales aportes geográficosLos aportes están caracterizados por la evidencia empírica registrada a partir del estudio de caso. La industria metalmecánica ha estructurado a la ciudad Córdoba, fuertemente asociada al sector automotriz trasnacional en la decada del 90. El sector industrial metalmecánico, concentrado en esa década en la ciudad, diversifica su composición interna post 2000, entre otras cosas, ayudado por la apertura externa con el cambio de la política cambiaria a fines del 2001 y el crecimiento del país. El impulso, en esta nueva etapa de la industria metalmecánica estará asociado a otros sectores económicos en crecimiento, evidenciando cambios en el territorio. Se observa una ramificación en la localización de la industria metalmecánica hacia afuera de la ciudad, en poblados medios y pequeños especializados en actividades agropecuarias, al tiempo que continúan las dinámicas internas mas tradicionales del sector metalmecánico asociado a la automotriz. Así se yuxtaponen procesos heredados de los 90’ con nuevas dinámicas post 2000’. Asimismo se puede avanzar en cuestione teóricas referidas a la necesidad de nuevos abordajes sobre reestructuración productiva y territorio, en contextos complejos como los actuales, en donde la realidad requiere de visiones integradoras del objeto de estudio y pierden relevancia los análisis sectoriales aislados del resto de la estructura productiva que no permiten un análisis completo de la realidad.
Palabras clave: Reestructuracion productiva, territorio, industria metalmecanica, dinamismo, post devaluacion
| Oral | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
Vínculos territoriais de compromisso dos deputados federais do estado do Rio de Janeiro
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Este estudo sustenta que as características que marcam a prática da representação política, além de estarem diretamente relacionadas ao desenho político-institucional, refletem também as condições advindas do território. Considera-se como pressuposto que a representação política possui conexões territoriais e que as influências dos diferentes elementos que compõem o jogo político são direta e indiretamente mediadas pelo território. A essência do trabalho desenvolvido advém da idéia de que para o aperfeiçoamento, por vias institucionais, da democracia brasileira é primordial considerar não somente as referências legais do regime, como também os fundamentos territoriais sobre os quais ele se ancora. Nesse sentido, considera-se que a elaboração de propostas de reforma política não pode se furtar da incorporação das análises territoriais ao lado das análises institucionais, e que a omissão de uma dessas perspectivas aumenta o risco de que uma eventual nova estrutura política continue marcada por problemas que podem vir a comprometer os princípios fundamentais da democracia representativa. Assim, o objetivo do trabalho é mostrar uma das formas de mediação da representação política pelo território, na esfera federal de representação. Para tal, foram realizados levantamentos empíricos que classificaram os discursos proferidos em plenário e as proposições parlamentares apresentadas pelos Deputados Federais que representavam o estado do Rio de Janeiro, na Legislatura 2003 – 2007. O quadro de análise utilizado considera que os territórios criados e reproduzidos pelas ações estratégicas atuam como condicionantes de criação e reprodução do próprio conjunto de ações dos parlamentares, sujeitando suas escolhas às perdas e ganhos oriundos da inserção dos representantes em três jogos exibidores de vínculos territoriais explícitos: os jogos eleitoral, político-partidário e sócio-espacial. A associação, então, entre as perspectivas da “Teoria da Estruturação”, da “Teoria dos Jogos” e dos conceitos de território e territorialidade tornou-se o meio pelo qual se busca entender o modo como se processou a prática cotidiana da representação política legislativa, de caráter proporcional, no território fluminense, entre os anos de 2003 e 2007. A partir dessa integração de perspectivas, tornou-se possível a elaboração de uma argumentação teórica e um levantamento empírico que não somente permitiram entender a representação política para além das análises exclusivistas sobre interesses pessoais, interesses partidários e influência das regras eleitorais, como também introduziram a perspectiva territorial nos estudos dessa natureza. O mapeamento da territorialidade da bancada fluminense na Câmara dos Deputados permitiu constatar que: existem diferentes lógicas territoriais na representação política, orientadas por mecanismos relacionais locais, articulados à escala municipal; há uma forte ligação entre graus de dominância-compartilhamento de território político, ações em plenário, existência de outros atores políticos, eleitos ou não-eleitos, com força eleitoral municipal e distribuição dos centros pessoais de votação dos deputados; os territórios políticos dominados também são, efetivamente, agentes estruturadores das ações dos representantes políticos; e que a maior parte dos deputados não pôde se abster da busca pelo estabelecimento de vínculos de compromisso com a região Metropolitana do Rio de Janeiro. Enfim, foi ratificada a concepção de que o território não é somente um elemento passivo, construído a partir dos atores sociais, mas é também um fator que deve ser considerado pela função estruturadora que exerce na prática da representação política.
Palabras clave: Território, Representação política, Rio de Janeiro, Deputados,
| Oral | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
IDOSO E POBRE NA SOCIEDADE PERIFÉRICA CAPITALISTA: UMA QUESTÃO DE CLASSE SOCIAL
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Jailde Fontes Vasconcelos (graduanda - aluna) 1(*); Núbia Dias dos Santos 2
O envelhecimento populacional é uma conquista do avanço científico e tecnológico nas áreas médica e de saneamento e conseqüência das mudança dos valores da sociedade contemporânea que tem resultado na diminuição da taxa de fecundidade. Para além da elevação da expectativa de vida é importante analisar qual qualidade de vida está sendo oportunizada para a sociedade em todas as faixas etárias e classes sociais. Pensar o envelhecimento populacional significa pensar o modelo de sociedade gestado sob a égide do capitalismo que retira do homem a sua condição de SER colocando-o como apêndice da máquina, produtor de mais-valia. A sociedade ao ser condicionada a se perceber apenas enquanto força de trabalho, não consegue principalmente nos países periféricos, resgatar a sua condição de gente, sujeito e pessoa humana, ao longo da sua história de vida e muito menos quando atinge a idade necessária para deixar de ser mão-de-obra. Mesmo para os que ainda teimam em afirmar que o Brasil é um país com uma população composta predominantemente de jovens, principalmente quando comparado ao velho mundo, essa realidade vêm se modificando numa velocidade muito acelerada sem que o conjunto da sociedade e o próprio Estado estejam preparados e/ou devidamente comprometidos para colocar em prática projetos e ações que visem possibilitar a população idosa uma vida digna. As políticas públicas voltadas para a terceira idade, a aceitação do idoso no seio familiar, são medidas importantes, mas pontuais e paliativas. Essas de nada adiatarão se na sociedade o idoso, o indivíduo, continuar sendo tratado como peso, ultrapassado, gente sem valor, sem importância pelo simples fato de ter superado a barreira do tempo e ter conquistado a condição de pós mão-de-obra. As mudanças pelas quais a estrutura demográfica brasileira vem passando, é resultado da equação que envolve, as taxas de natalidade e de mortalidade decrescentes, que por sua vez implica na redução do crescimento vegetativo. Como não há renovação da população em proporções significativas e a partir da ampliação continua da expectativa de vida, ocorre o crescimento da participação dos idosos no conjunto total da população. A década de 1970 marca transformações significativas no Brasil, como a mudança expressiva da população do meio rural para o espaço urbano. Propaga-se a ideologia de que deixamos de ser um país agrário graças a ação do Estado que promove de fato o êxodo rural, para dar conta de dois projetos: na cidade desencadear a industrialização que necessitava da mão-de-obra e no espaço rural com o inicio da modernização conservadora, pautada no financiamento dos latifúndios para a produção das monoculturas de exportação. No entanto, a propaganda cada vez mais crescente de que o Brasil é um país urbano, visa promover a ideologia de que o espaço agrário já cumpre seu papel na economia nacional, graças à atualização do agronegócio. Sendo assim, não há necessidade de realizar uma reforma agrária sob perspectiva econômica já que os agroexportadores já resolveram esta questão, nem tão pouco no âmbito social, se a população vem residindo no urbano e há esvaziamento do campo, torna-se contra senso investir no mesmo. O Estado cumpre o seu papel de financiador da economia voltada para atender aos interesses do capital nacional e internacional, abrindo mão de uma política pública inclusiva, é um Estado conservador e desenvolvimentista, sem nenhuma preocupação nem compromisso com as questões de ordem social que envolve a população trabalhadora. A mudança brusca da população do campo para a cidade que ao ser expulsa não lhe é permitido se inserir no urbano na condição de proprietário de um meio de produção, mas exclusivamente como força de trabalho, assim como a veloz industrialização deixam marcas na organização do espaço com a entrada em cena dos agentes sociais excluídos que irão se apropriar dos espaços nas áreas denominadas de ocupação irregular, invasão, áreas de risco ambiental, construindo as favelas e palafitas com reflexos também no cenário sócio econômico. Esse novo cenário brasileiro possui características importantes nas relações entre os indivíduos como: a maior participação da mulher no mercado de trabalho, a qual diminui a taxa de fecundidade entre estas, o aumento da expectativa de vida que acontece graças ao avanço tecnológico, o qual diminui a taxa de mortalidade, e pela redução dos movimentos migratórios, quando a cidade vai perdendo o seu poder de atração. O sujeito social que durante a sua vida manteve-se na condição de consumidor se assim ainda o for à terceira idade, terá acesso a bens e serviços específicos, aos que foi negada a sua condição de cidadão, esta fase resulta em novas penalidades e modalidade de exclusão. É necessário colocar o avanço da tecnologia, dos meios científicos e informacionais a serviço do coletivo da sociedade, para que a vida tenha novo significado e atingir a terceira idade seja de fato uma prazerosa e feliz conquista para todos indistintamente.
Palabras clave: Envelhecimento populacional, avanço tecnológico, transformações demográficas, cidadania, qualidade de vida
| Oral | 1.3_ Espacios fronterizos
Comércio na fronteira Brasil – Uruguai.
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André Ferreira 1(*); Lia Machado 1; Letícia Parente Ribeiro 1
Este trabalho se insere no subprojeto "Bacia do Prata: cooperação e conflito na Zona de Fronteira do Brasil" vinculado ao projeto "Território, territorialidades e redes em fronteiras Continentais Sul-Americanas", desenvolvido pelo grupo RETIS/UFRJ, com pesquisadores da Facultad de Ciencias de la Universidade Nacional de la República (Uruguai) e da Acción Andina (Colômbia). O objetivo é estudar os fluxos comerciais na fronteira Brasil-Uruguai, com enfoque nas relações econômicas entre as cidades gêmeas Chuí/Chuy e Jaguarão/Rio Branco, visitadas no início desse ano, com financiamento do Prosul/CNPq. A região de fronteira brasileira foi estabelecida com o nome de Faixa de Fronteira em 1974, delimitada a 150 km a partir do limite internacional respeitando o recorte municipal. A criação desse território especial foi feita sob a óptica da segurança nacional, sendo até hoje um espaço carente de políticas públicas consistentes que promovam o desenvolvimento econômico (MACHADO, 2005). Desde o início da colonização ibérica no continente sul-americano, as atuais regiões de fronteira se formaram como espaços periféricos, abrigando economias de suporte às atividades desenvolvidas nos dois principais pólos de ocupação – o planalto andino e a vertente atlântica. O Mercosul, criado em 1991 através da assinatura do Tratado de Assunción, foi um importante marco no estreitamento das relações entre os países do Cone Sul, sobretudo econômicas. Muitos estudos vêm sendo feitos acerca desse novo bloco econômico sul-americano. Entretanto, são poucos aqueles que tratam das regiões de fronteira dos países que o compõe. Alguns estudiosos apontam que mesmo com a criação desse bloco, as regiões de fronteira dos países do Cone Sul continuam marginais, política e economicamente. Segundo Pebayle (1994: 19-20), são “espaços periféricos em relação aos espaços centrais que monopolizam a informação e a decisão”. Alejandro Grimson (1994), em seu estudo sobre as cidades gêmeas de Uruguaiana (BRA) – Paso de Los Libres (ARG), nos mostra como medidas tomadas no âmbito do Mercosul podem afetar negativamente as relações econômicas entre as regiões de fronteiras dos países vizinhos, coibindo o comércio transfronteiriço local. A partir dessas reflexões, julgamos importante um esforço de se conhecer a dinâmica econômica desses espaços para poder vislumbrar caminhos que os façam se inserir de forma ativa nas redes de comércio entre os países do Cone Sul. Através de resultados da pesquisa obtidos anteriormente, onde se fez uma caracterização do comércio exterior no Arco Sul da Faixa de Fronteira brasileira, foi observado que as cidades ao longo do limite com o Uruguai apresentam baixos valores de exportação e importação. Economicamente, esta é a parte mais deprimida de toda a faixa de fronteira sul, onde há pouca diversificação produtiva e onde se encontram os municípios com os menores PIBs Estado do Rio Grande do Sul. Quando analisamos as cidades gêmeas na fronteira Brasil - Uruguai, vimos que as exportações das cidades do lado brasileiro tinham como destino majoritário o Uruguai. Estas representam importantes pontos de passagem, que articulam os mercados dos dois países. As cidades gêmeas de Chuí/Chuy e Jaguarão/Rio Branco, foco deste trabalho, apresentam diferenças quanto ao processo de ocupação, ao dinamismo econômico e às características de suas populações, fazendo com que haja distinções marcantes nas relações sociais e econômicas entre elas. Para a realização da pesquisa foram utilizados dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior acerca da movimentação de carga nas aduanas da fronteira e dos números do comércio exterior nos municípios brasileiros. Também serão analisadas informações do fluxo de caminhões nas cidades gêmeas em questão, elementos do Atlas Socioeconômico do Estado do Rio Grande do Sul e de sites oficiais uruguaios. Confrontando esses dados com o conhecimento obtido durante e trabalho de campo, espera-se compreender a natureza dos fluxos comerciais que se configuram na fronteira do Brasil com o Uruguai.
Palabras clave: fronteira Brasil-Uruguai, comércio internacional, cidades-gêmeas,
14:30 a 15:30 Área 1 | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
| Oral | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
Geografía del Cielo: Hacia una espacialidad de los mundos contenidos en nuestros mundos
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Abraham Gonzalo Paulsen Bilbao 1(*)
1 - Pontificia Universidad Católica de Chile | (*) Chile
Sostenemos que imperan en América Latina y en Chile, probablemente como el resultado de la síntesis de la herencia del legado católico – hispano – reformado con aquella tradición proveniente del mundo evangélico y/o protestante anglosajón decimonónico, ciertas imágenes del cielo que pueden ser teocéntricas o antropocéntricas. La principal consecuencia de la constitución de estas imágenes tiene un carácter estético y dice relación con la presencia de modelos específicos de representación de “ese mundo celestial – que es otro” en la iconografía que adorna a los templos, tanto a aquellos católicos, como a los evangélicos y a los protestantes. La geografía puede localizar, describir, analizar y explicar, en función de la distribución espacial de las imágenes del cielo, los factores que las originan y las consecuencias que éstas pueden tener en la cultura local (Entendiendo a la religión como un fenómeno de amplio espectro y con una gran variedad de aristas sociales, económicas y espaciales). Otra consecuencia que puede abordar la geografía se relaciona con el modo como las concepciones que se tengan acerca de esos mundos trascendentes influyen en la conducta espacial de las personas. El Mundo de las Imágenes. En lo concerniente a las consecuencias estéticas, los modelos representacionales teocéntricos imaginan al cielo como un espacio centrado en Dios, en el que las preocupaciones humanas son resignificadas a partir de la acción de la alabanza; alude a la concepción de los místicos católicos y evangélico - protestantes que allí sólo Dios basta. Es distintivo del Medioevo europeo, hispano y de la continuidad barroca; por ende, es más identificable en los templos, arte y cultura popular católica, especialmente del siglo XVIII, XIX e inicios del XX. Los fundamentos de esta visión del cielo se remontan al cristianismo neotestamentario primitivo, la escolástica y la reacción mística medieval europea, la teología reaccionaria (principalmente protestante) moderna y la mística evangélico protestante primero y posteriormente carismática católica de los siglos XIX y XX.Los modelos representacionales antropocéntricos ponen de relevancia un cielo en el cual predominan las actividades humanas; son propias del Renacimiento, la tradición humanista y en la literatura espiritista y resultan muy poco habituales. Sin embargo, podríamos establecer como una derivación de este modelo aquel arte que refleja a Jesús en actividades esencialmente humanas, que no necesariamente se relacionan con actos divinos tales como la crucifixión, ascensión, transfiguración, caminando sobre el mar, etc. Aquí consignamos a Jesús como pastor, que es un icono frecuente en el mundo evangélico del siglo XX, o como un expositor que enseña, como pescador y otros. Aparecen también elementos que por sí sólo constituirán metarrepresentaciones del cielo, como por ejemplo el río, que emula aquellos de agua viva citados en el Nuevo Testamento y en trozos del profeta Ezequiel; esta imagen. Así como aquella del camino ancho y aquel angosto, referido a una parábola de Jesús, los prados donde animales rivales pacen juntos (imagen del profeta Isaías y de otros del Antiguo Testamento), ciudades celestiales (emulando visiones de Daniel y del apóstol Juan), entre otras, se manifestarán en el protestantismo – pentecostalismo de origen wesleyano anglosajón norteamericano que colonizó a Chile a partir de la obra de misioneros, tales como Hoover en Valparaíso, Chile. Religión y Espacialidad: el cosmos y la sensibilidad del mundo. Respecto a los modos como la religión influye en la conducta espacial de las personas, analizaremos atributos asociados a las idas religiosas. Iniciaremos nuestra reflexión con el concepto de inmensidad, el cual debe ser primero objetivado y explicado. G. Bachelard (BACHELARD G, 1957) recurre a una imagen oceánica, lo que es a su vez, un concepto que rompe con nociones básicas en geografía tales como espacio y/o localización real, espacio y/o localización racional, control espacial, saber espacial. Es el hombre, desde una perspectiva figurativa, el que toma posesión de la inmensidad espacial como resultado del "hacer en sí", o proceso de subjetivación. En el límite máximo de esa inmensidad (que es también espacialidad) se encuentran los mundos de la poética y de la religión. Ambas dimensiones suponen la emergencia de textos, imágenes, discursos, que dan cuenta del mundo interno de las personas y de lo que éstas sienten acerca del entorno que les rodea. Estos temas ya han sido estudiados por la geografía y los métodos fueron provistos por la geografía de la percepción. Emplearemos este bagaje en el estudio del fenómeno religioso en Valparaíso, Chile entre 1890 y 1920.No son frecuentes los trabajos de geógrafos que abordan el estudio de los espacios utópicos o de las propiedades de dichas estructuras. El cielo es un espacio utópico en cuyo diseño y construcción confluyen una serie de variables histórico- económico – sociales, las que a su vez son competentes como para también afectar las concepciones de mundo, espacio (geográfico), realidad, lugar y acción. Desde el estudio de la situación particular de una ciudad intermedia en decadencia económico – productiva, pretendemos entregar antecedentes que permitan comprender, desde la geografía, las relaciones existentes entre el mundo de las creencias y el actuar concreto de las personas en escenarios de crisis y de alta demanda de utopías como un mecanismo de protección ante las vicisitudes del mundo de lo concreto y real. En alguna medida las corrientes relacionadas con la geografía de la percepción se aproximaron al estudio de las subjetividades y a la relación de esperanzas con la fundación y conducción de los individuos en el mundo real; dicho de otro modo, la geografía de la percepción parecía el escenario adecuado para estudiar los efectos del trasvasije de aquello trascendente en la movilidad espacial y en la concepción de realidad que manejaban individuos y colectividades. Más que detenernos en un detalle del estado del arte en esta materia, esfuerzo que dejaremos para otra ocasión, propondremos un modelo teórico desde el cual partir para abordar las manifestaciones espaciales de la religión, abandonando esquemas descriptivos y esencialistas en el estudio geográfico de las religiones.
Palabras clave: CIELO, RELIGIÓN, GEOGRAFÍA DE LA PERCEPCIÓN, GEOGRAFÍA DE LAS RELIGIONES, CHILE
| Oral | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
Corrupcion como Riesgo en America Latina - una perspectiva desde la geografia Economica Relacional
1240
Johannes Rehner 1(*)
1 - Pontificia Universidad Católica de Chile | (*) Chile
La corrupción es un problema que es lejano de ser un nuevo fenómeno y afecta las sociedades en general. Sin embargo los trabajos geográficos sobre la temática son muy escasos. Varios trabajos de un ámbito económico se han dedicado la temática de medir los niveles de corrupcion al nivel nacional y a la discusión de sus consecuencias macro-económicos. Los países latinoamericanos en general frecuentamente son considerados como sociedades afectados por un alto nivel de corrupcion, aunque algunos, como por ejemplo México han logrado mejoras notables. Sin embargo, esto no debería ser entendido como la prueba de la imagen esencialista que ciertas culturas (aquí: las culturas latinoamericanas) son intrínsecamente más corruptos que otros (aquí: Europa) sino constituye parcialmente una reproduccion discursiva. Hay alguna evidencia empírica que el nivel de corrupción en América Latina ha estado disminuyendo durante la segunda mitad de los años 1980 y los años 1990. Esta experiencia de combatir la corrupción probablemente está ligado al proceso de democratización y el refuerzo de instituciones que pueden asegurar el control público y la transparencia. Sin embargo, grupos influyentes todavía exigen más transparencia y control institucional. Para discutir la espacialidad de la corrupción abarcando las causalidades existe la necesidad de analizar el fenomeno a la escala de los actores, incluyendo sus contextos normativos e institucionales. El trabajo presentado abarca la corrupción como un riesgo para las actividades internacionales desde la perspectiva de gerentes en empreses internacionales en Argentina y México. Los gerentes actuan bajo la tensión entre la exigencia de tener éxito en un contexto de prácticas corruptas y la necesidad de respetar estándares éticos internacionales. El punto de partida de análisis es un marco conceptual que abarca formas de corrupción, sus prácticas y consecuencias socio-espaciales. El marco teórico analiza las relaciones desiguales de poder como causa de la corrupción y la responsabilidad social empresarial. Además se discuten las chances y riesgos que ofrecen las redes sociales como mecanismo de adaptación local y posibilidad de reducción de corrupción. Presentamos resultados de una investigación cualitativa, que forma parte de un grupo interdisciplinario de investigación sobre riesgos en redes transculturales. La metodologia y aplica entrevistas aprofundidad con gerentes de empresas internacionales de origen aleman en Buenos Aires y en la Ciudad de México como su método principal. Estas entrevistas fueron analizados en forma cualitativa y contextualizados por un analisis de los discursos públicos acerca del fenómeno de corrupción en los países participantes. Las conclusiones muestran una amplia variedad de interpretaciones diferentes acerca del nivel de corrupción, las estratégias de adaptación y las consecuencias socio-económicos de estos. La corrupción es en parte percibida como un juego en cual los actores tienen que participar. Por otro lado los entrevistados utilizan la metafora de una red de demandas imprevisibles en cual el actor puede ser atrapado. Por lo tanto predomina la percepción de estar dedicado a estructuras existentes caracterizadas por desequilibrios de poder que no pueden ser ajustados. Por ende los recursos de poder, las alternativas estratégicas así como la integración activas en redes sociales locales algunas de los elementos clave que constituyen elementos principales para evitar participar en prácticas corruptas. Los resultados de los acciones de actores clave resultan de gran relevancia para las sociedados tanto por la posibilidad de cambiar las desigualidades de poder como por su efecto multipllicador a traves de los discursos públicos.
Palabras clave: Corrupcion, Poder, Redes, Geografia Economica,
| Oral | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
A DESCENTRALIZAÇÃO ESPACIAL DOS PRESÍDIOS E A FACE PERVERSA DO NEOLIBERALISMO MATERIALIZADA NO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Objetiva-se, neste artigo, apresentar uma análise geográfica sobre o fenômeno da descentralização espacial dos presídios realizada pelo governo do Estado de São Paulo, a partir da segunda metade da década de 1990. Apresenta-se a conjuntura nacional, estadual e regional em que se deu essa descentralização. Tendências neoliberais impostas pelo processo de globalização estimularam rearranjos nos processos produtivos empresariais, visando a redução de custos para ganhar condições de competitividade mundial. Intensificaram-se a automação industrial e a sofisticação do terciário. Impôs-se a nova modernidade sobre um tecido social com fragilidades crônicas, cujo rescaldo se fez sentir nas altas taxas de desemprego. Como consequência, vivenciou-se a agudização da segurança pública, particularmente na região metropolitana de São Paulo. A situação anacrônica do sistema prisional brasileiro corroborou para uma situação insustentável, que urgia por intervenção e respostas. Tais circunstâncias levaram o governo paulista a incrementar as políticas no setor de segurança, construindo, em 1997, 21 penitenciárias e três presídios semi-abertos, a maioria no interior paulista. Numa sub-região denominada Nova Alta Paulista, nessa fase, foram construídos quatro presídios num raio de menos de oitenta quilômetros. Nos anos seguintes, outros presídios foram construídos nessa sub-região, totalizando, em 2008, nove unidades prisionais que abrigam mais de 10.000 detentos. A descentralização espacial dos presídios deve-se, em grande parte, à aguda crise fiscal e orçamentária do Estado nesse período, levando-o a buscar parcerias com os municípios interioranos, principalmente com os mais pobres. O discurso da geração de emprego seduziu autoridades e lideranças, desconsiderando manifestações das comunidades locais, preocupadas com os impactos decorrentes. Permanecem incipientes as discussões que contemporizam o desenvolvimento regional com a presença dos presídios e as políticas centrais futuras para o setor da segurança pública. Como técnicas e métodos de pesquisa, buscou-se construir um arcabouço teórico que permita a compreensão do fenômeno identificado no contexto histórico do final do século XX. Considerando a inter-relação entre os agentes envolvidos, buscou-se também conhecer os elementos regionais que contribuíram para que os gestores públicos e as lideranças locais compactuassem com a decisão do governo estadual, desconsiderando as manifestações comunitárias. Identificou-se como causa principal a condição desfavorável de desenvolvimento dos municípios que sediaram as unidades prisionais e a conseqüente dependência dos mesmos em relação às ações governamentais. Por outro lado, a dificuldade de articulação política intra-regional dificulta a mobilização dos segmentos organizados, de modo a transformar as políticas compensatórias disponibilizadas em função da recepção dos presídios em políticas afirmativas em favor do desenvolvimento local.
Palabras clave: neoliberalismo; desemprego; segurança pública; descentralização espacial dos presídios; interior paulista, descentralização espacial de presídios, Oeste paulista, desenvolvimento regional,
15:30 a 16:30 Área 1 | 1-Geografía de la América Latina en transformación política y social
| Oral | 1.1_ Cambios políticos, proyectos de país y reestructuración geográfica
GEOGRAFIA DO CONFLITO: OS MOTIVOS DOS CONFLITOS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA EM 2001
1126
Luís Henrique Ribeiro Santos 1(*)
1 - UFF - Universidade Federal Fluminense | (*) Brasil
Este artigo é ensaio com vistas à consolidação de meu “Trabalho de Conclusão de Curso” de bacharel em Geografia, na Universidade Federal Fluminense. Este trabalho também é fruto de minha atividade como pesquisador no Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades (LEMTO/UFF), onde participo em conjunto com outros pesquisadores de um projeto vinculado ao Observatório Social da América Latina (OSAL/CLACSO), intitulado “Geografia dos Conflitos Sociais na América Latina e Caribe”. O cerne da pesquisa é a classificação e análise dos conflitos sociais, ocorridos em 19 países da América Latina e Caribe, desde 2000. Aqui, apresentaremos os primeiros resultados obtidos a partir da leitura, classificação e digitalização dos conflitos ocorridos no ano de 2001. Nosso trabalho de pesquisa consiste em leitura, classificação e digitalização dos conflitos, para, em seguida, gerar mapas, gráficos e tabelas que possibilitem análises e interpretações qualitativas dos dados obtidos. Na etapa de classificação consideramos o lugar onde ocorre, a data e seis (6) atributos (conjunto de qualidades) dos conflitos, a saber: os motivos, os protagonistas, os antagonistas, os tipos de organização, as formas de manifestação e a natureza sócio-geográfica. Para dar conta da complexidade dos fenômenos analisados, criamos um atributo-síntese de qualificação que incorpora a noção de escala juntamente com a de formação sócio-espacial: a natureza sócio-geográfica. A noção de natureza sócio-geográfica faz referência direta à questão da totalidade do fenômeno observado, ao indicar se um conflito é urbano (ou rural, ou geral) e local (ou reginal, nacional, internacional), por exemplo. O procedimento de classificação é baseado numa Lista de Atributos dos Conflitos que contém cerca de 96 (noventa e seis) qualidades do conflito. Assim, um conflito, ocorrido em Resende (RJ), pode ser classificado como motivado por questões trabalhistas; protagonizado por trabalhadores do setor privado; organizados em sindicatos; e manifestando-se através de um piquete; sendo de naturezalocal-urbana, por exemplo. A leitura da cronologia dos conflitos em um país é, indispensavelmente, acompanhada por uma imersão do pesquisador em sua realidade através de bibliografias, consultas na Internet, vídeos e outras mídias. Os conflitos classificados são organizados em um banco de dados em formato de planilha simples, em que cada linha é um conflito e cada coluna uma qualidade. Com as informações assim dispostas é possível realizar operações e estabelecer relações entre as variáveis do banco de dados, de modo possamos gerar gráficos e mapas temáticos a partir do cruzamento das informações computadas em software de cartografia digital. O geoprocessamento dos dados é baseado nas variáveis País e Município, tomando como referencia o centróide do município para registrar as coordenadas de latitude e longitude do evento. Mais especificamente neste artigo, buscaremos contribuir para a discussão acerca das transormações políticas, projetos de país e reestruturação geográfica no continente, a partir da definição do motivo dos conflitos enquanto atributo de sua geograficidade. Numa abordagem que considera os diferentes períodos de formação dos Estados Nacionais latino-americanos como um processo de construção da realidade geográfica atual, e como base constituinte do sitema-mundo-moderno-colonial (Escobar e Quijano in Lander, 2000), levamos em consideração uma multiplicidade de conflitos sociais, como por exemplo: as lutas pela preservação do meio-ambiente, pela apropriação dos recursos naturais, manifestações por terra, por direitos humanos, questões trabalhistas, e políticas públicas de um modo geral. A análise dos conflitos ocorridos em 2001 nos revela, pelo menos, uma dezena de conflitividades diferentes espalhadas pelo continente como um todo, ou seja, se repetindo nos 19 países, cada um com suas particularidades. Foram identificados: § conflitos urbanos, relacionados à problemática trabalhista neoliberal (setores público e privado), políticas ajuste estrutural do Estado, políticas públicas urbanas (transporte, educação, saneamento, etc.); § conflitos rurais, relacionados a questões ambiental, indígena e camponesa, assim como as políticas públicas de âmbito agrário/agrícola; e § conflitos de natureza geral com manifestações diversas ligadas: ao período das Ditaduras Militares, a militarização do território (por grupos de guerrilha, paramilitares e exércitos, nacionais e estrangeiros, em especial estadunidense) e motivadas por questões transnacionais e internacionais. A origem da Geografia como ciência (estudos/práticas) está intimamente ligada ao Estado Territorialista (Porto-Gonçalves, 2002). Produzindo mapas e descrevendo o espaço/território, o trabalho do geógrafo serviu como instrumental do estado para organizar o espaço e para controlá-lo – uma geografia da ordem. O estudo dos movimentos sociais em Geografia pressupõe uma inversão desse “olhar geográfico” de sobrevôo, para tentar explicar a produção do espaço, outros espaços, o “contra-espaço” (Moreira, 2002) a partir das lutas sociais, sobretudo daquelas protagonizadas pelos “de baixo” (Porto-Gonçalves, 2001). De um ponto de vista epistemológico geral, visamos desenvolver com esse projeto a prática da pesquisa interdisciplinar entre a Geografia e as Ciências Sociais. Acreditamos que essa aproximação tem um grande potencial teórico e político para desenvolver uma fundamentação teórica e conceitual sobre a relação entre Sociedade e Espaço Geográfico, a partir da análise crítica das diversas tradições teórico-conceituais e da análise do material empírico dos conflitos e movimentos sociais na América Latina e Caribe. Buscamos colocar em evidência os processos de resistência emancipatória e transformação societária em curso no nosso continente, que passa por um momento de ebulição política e grande mobilização social. Esperamos de alguma forma, aproximar as diferentes experiências dos movimentos sociais latino-americanos que, em luta, contribuem para o processo geral de democratização da sociedade em seus países. Enfim, trata-se de uma abordagem geográfica intimamente ligada à teoria da ação. O espaço geográfico é ao mesmo tempo causa e efeito da ação humana, nenhuma sociedade é “a-histórica”, assim como nenhuma sociedade é “a-geográfica”. Tampouco não nos constituímos enquanto sociedade para depois construir nosso espaço; é no bojo das relações sociais e de poder que cada grupo social forma seu território. Por isso, afirmamos que todo território é um complexo de territorialidades conflituosas já que, ao se constituir como tal, cada sociedade precisa negar suas outras inúmeras possibilidades enquanto sociedade, outras territorialidades. A acepção da Geografia como verbo, geografar, (Porto-Gonçalves, 2001) é indispensável para a construção de uma teoria geográfica dos movimentos e conflitos sociais, que considere e valorize o papel de cada sujeito no processo de territorialização latino-americano.
Palabras clave: Geografia, conflito social, América Latina, geograficidade,
| Oral | 1.1_ Cambios políticos, proyectos de país y reestructuración geográfica
O Novo Imperialismo na América Latina: As Tentativas de Recolonização e a Emergência de novas TERRITORIALIDADES
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Rodrigo Pina de Souza 1(*); Leandro Dias de Oliveira 2; Marcos César Araújo De Carvalho 1; Jorge Raposo Braga 1
1 - UERJ - FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES | (*) Brasil
Este artigo tem como objetivo incitar o debate, entre os geógrafos, no que concerne à situação geopolítica atual do continente americano. Tal intento se mostra necessário por entendermos que atualmente presenciamos um momento singular na trajetória da América Latina, que apresenta dialeticamente evidências de novas pactuações dominantes e movimentos sociais libertários, e que protagoniza, simbolicamente, o antagonismo entre a resistência e a aceitação sumária dos ditames estadunidenses, por vezes submergindo na condição de periferia imediata da economia norte-americana em consonância com as máculas e os estigmas do Consenso de Washington. Afinal, a experiência das massas latino-americanas com os governos que aplicaram as políticas neoliberais nas últimas décadas, os recentes processos insurrecionais em vários Estados da América Latina no alvorecer do século XXI e as mudanças verificadas na política externa dos Estados Unidos, em especial a partir do fim da bipolaridade da Guerra Fria e da adoção de um novo código de conduta pautado na prevenção, ensejam a reflexão acerca da nova configuração das relações inter-estatais no continente, bem como do papel que os movimentos sociais têm desempenhado na resistência aos processos de recolonização deste segmento do continente americano..Isto porque a perspectiva de uma crise econômica de caráter global impôs, a partir dos países centrais, o recrudescimento dos imperialismos sobre os países coloniais e semi-coloniais. Esse processo de recolonização materializa-se no saque dos recursos energéticos e naturais (muitas vezes escondido sob o manto ideológico de propostas baseadas na concepção de Desenvolvimento Sustentável), nas pressões sofridas por esses países em função do mecanismo da dívida externa e em toda sorte de políticas resultantes da aplicação do receituário neoliberal, levando, inclusive, a que se verificasse, nos últimos anos, uma série de mudanças estruturais no campo e nas cidades latino-americanas. As privatizações de empresas estatais de setores estratégicos nesses países, a política de abertura dos mercados e as recentes mudanças na legislação sobre propriedade intelectual e sobre a remessa de lucros para o exterior redimensionaram o peso dos aparatos estatais nas economias nacionais, conduzindo mesmo a uma intensificação da desnacionalização das economias latino-americanas. No campo militar, a doutrina da ação preventiva e a operacionalização do novo código geopolítico da prevenção por parte dos Estados Unidos ganham corpo na América Latina a partir da pré-configuração de um território-rede militar, consubstanciado na disposição de bases militares estadunidenses em diversos países da região, bem como nos exercícios militares conjuntos e no atrelamento das forças armadas de alguns países à agenda da Casa Branca. Se a hegemonia norte-americana em tempos de globalização, em uma primeira análise, se coloca nas esferas ideológica e econômica – com o neoliberalismo e os novos protocolos de gestão ambiental –, esta dominação possui permanências da vultuosa máquina de guerra estadunidense, que se mantém evidente no cerceamento da América Latina como estratégia militar prioritária.Por sua vez, as massas latino-americanas e os trabalhadores em particular, depois de amargarem uma década de ataques aos seus direitos, passam à vanguarda da resistência às políticas neoliberais no continente. As experiências acumuladas com sucessivos governos títeres do imperialismo estadunidense e europeu, que aplicaram (e ainda o fazem, todos) as mesmas políticas defendidas pelas instituições financeiras mundiais (com destaque para o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional), levaram a uma situação de penúria da classe trabalhadora urbana, dos camponeses pobres e do indigenato na totalidade dos países da região. Ao mesmo tempo e de forma combinada, essas políticas ampliaram as já profundas diferenças sociais nesses países. A incapacidade do capital em resolver os problemas sociais internos – a despeito das promessas do neoliberalismo – pôs na ordem do dia a necessidade dos “de baixo”, dos “subalternos” de reagirem a tal situação, como forma de garantirem o seu direito a condições dignas de sobrevivência, ensejando novas territorialidades e colocando em xeque as velhas relações de poder na escala nacional.As territorialidades emergentes, que muitas vezes se contrapõem a territorialidade dos Estados nacionais, buscam a emancipação dos “subalternizados” frente ao modelo de Estado historicamente constituído na região. São essas tensões, fruto das contradições do capitalismo periférico e da incapacidade dos setores burgueses nacionais em controlar as massas oprimidas e enfurecidas, que resultaram nos recentes processos insurrecionais na América Latina. Vejamos, Equador (2000): insurreição com grande peso indígena e elementos de formação de organismos de duplo poder – a CONAIE; Argentina (2001): insubordinação urbano-popular-operária e de setores da classe média que levou a deposição de seguidos presidentes; Venezuela (2002): reação das massas ao golpe de Estado patrocinado e apoiado pelo imperialismo estadunidense, consistindo em uma insurreição operária e popular urbana que levou à divisão das forças armadas venezuelanas; Bolívia (2003 e 2005): protestos indígenas e camponeses com fechamento de estradas em defesa da nacionalização dos hidrocarbonetos, insurreições operárias e populares com forte consciência anti-imperialista, insubordinação policial e formação de embriões de duplo poder – a COB. Tais processos desenvolveram-se por motivos diferenciados e com atores sociais distintos, mas o ponto comum dessas insurreições é que elas floresceram em regimes democrático-burgueses (ou de democracia colonial, no marco de que os governos desses países são limitados por compromissos institucionais definidos pelos organismos financeiros internacionais), tiveram um forte traço anti-imperialista e utilizaram-se de métodos insurrecionais urbanos visando derrotar os planos neoliberais aplicados por seus governos. Neste sentido, este trabalho justifica-se pela necessidade de realização desse debate entre geógrafos, e a contribuição desta análise é elucidar como estratégias atuais de dominação, que envolvem: a [1] gestão protocolar da natureza, em mecanismos geopolíticos amalgamados sob o manto do desenvolvimento sustentável; [2] as novas práticas militares e o novo imperialismo norte-americano, que faz da Américo Latina foro privilegiado de ação e periferia imediata se suas ações geopolíticas; e, por fim, [3] o próprio neoliberalismo econômico, panacéia que choca-se, de antemão, com protecionismos e conservadorismos que servem justamente para elucidar o fortalecimento “seletivo” do Estado-nação, agora “desvinculado” de obrigações sociais e predisposto à aceitação dos dogmas estadunidenses.
Palabras clave: Ámérica Latina, Geopolítica, Energia, Desenvolvimento Sustentável, Neoliberalismo
| Oral | 1.1_ Cambios políticos, proyectos de país y reestructuración geográfica
“La geopolítica norteamericana: arma para prevenir la guerra en América latina”.
1231
Luis Dario Salas Marin 1(*)
1 - Escuela Nacional Preparatoria, UNAM. | (*) Mexico
Bajo la directriz estratégica del Destino Manifiesto, los sucesivos gobiernos norteamericanos desde 1776 han venido desarrollando una serie de tácticas hacia los pueblos latinoamericanos para controlarlos dentro de su espacio vital. Tácticas enarboladas con la Doctrina Monroe (1823); las Conferencias Panamericanas (1889); la Guerra contra España (1898); la política del “garrote” (1900-1930); el apoyo a dictaduras latinoamericanas (1930-60); los Acuerdos de Chapultepec (1945); la Doctrina de la Contención (1947); el Tratado Interamericano de Asistencia Reciproca (TIAR) (1947); la IX Conferencia Internacional Americana-Organización de Estados Americanos (OEA) (1948); la Alianza para el Progreso (1961); apoyo a juntas militares latinoamericanas (1960-1988); Acuerdos de Libre Comercio: Tratado de Libre Comercio de América del Norte (TLCAN) Área de Libre Comercio de las Américas (ALCA) (1994); Plan Colombia (1999); Alianza para la Seguridad y Prosperidad de América del Norte (ASPAN) (2005); Plan México (Iniciativa Mérida) (2007) y finalmente el Plan B del ALCA: “Caminos hacia la Prosperidad de las Américas (2008). Al respecto, doce países del continente entre ellos Canadá, Chile, Colombia, Costa Rica, la República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Perú y los Estados Unidos se reunieron en este último país el 24 de septiembre del año en curso, aprovechando la cita de la Asamblea de las Naciones Unidas, para seguir profundizando en una agenda de integración en los ámbitos económico y seguridad regional que en los hechos buscan resucitar el fracasado ALCA con un Plan “B” secundado por los países antes citados, afines a los intereses hegemónicos norteamericanos. Todas estas iniciativas son expresiones contundentes del interés y la necesidad expansionista de Estados Unidos de América (EUA) por aplicar la “Quinta Libertad” (invadir, dominar y explotar recursos y poblaciones en aras de la libertad) en los pueblos de América latina. Para lo cual EUA viene insertando políticas coloniales de saqueo de recursos naturales, explotación de fuerza de trabajo y establecimientos de bases militares (Tres Esquinas, Manta…) combinadas en ejercicios navales y militares y con políticas neocoloniales dictadas mediante el Consenso de Washington (1990). En este contexto, se consolida un grupo de países aliados a EUA denominados Eje del Pacifico encabezados por México y Colombia frente a otro grupo de países latinoamericanos renuentes a girar en torno a los intereses de EUA, llamado Eje del Atlántico bajo el liderazgo de Brasil, Cuba y Venezuela. El objetivo de este trabajo radica en analizar la geopolítica norteamericana, en los ámbitos político y económicos, desarrollada en la región de América latina y sus respuestas por el conjunto de las naciones de la región a principios del siglo XXI. Los métodos utilizados son el de la síntesis de fuentes bibliogrficas, hemerográficas y digitales; así como el muestreo selectivo de informantes clave. Bajo las técnicas de la sistematización bibliográfica…y la entrevista estructurada, respectivamente. El presente trabajo incorpora a la Geografía (Política), el debate actual sobre el panamericanismo de la geopolítica norteamericana enfrentado al latinoamericanismo del Eje del Atlántico, al igual que la categoría de análisis del poder en la política y economía y su incidencia en las transformaciones espaciales de los pueblos de América latina.